quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Historia da Teologia - Teólogos importantes da História I

SÉCULO I
PAULO DE TARSO

(Nome original - Saulo) ou São Paulo, o apóstolo, (cerca de 3 - c. 66) é considerado por muitos cristãos como o mais importante discípulo de Jesus e, depois de Jesus, a figura mais importante no desenvolvimento do Cristianismo nascente. Paulo de Tarso é um apóstolo diferente dos demais. Primeiro porque ao contrário dos outros, Paulo não conheceu Jesus pessoalmente. Por outro lado, Paulo era um homem culto, freqüentou uma escola em Jerusalém, tinha feito uma carreira no Templo (era Fariseu), onde foi sacerdote. Destaca-se dos outros apóstolos pela sua cultura. A maioria dos outros apóstolos eram pescadores, analfabetos.A língua materna de Paulo era o grego. É provável que também dominasse o aramaico.Educado em duas culturas (grega e judaica), Paulo fez muito pela difusão do Cristianismo entre os gentios e é considerado uma das principais fontes da doutrina da Igreja. As suas Epístolas formam uma secção fundamental do Novo Testamento. Alguns afirmam que ele foi quem verdadeiramente transformou o cristianismo numa nova religião, e não mais uma seita do Judaísmo.Foi a mas destacada figura cristã a favorecer a abolição da necessidade da circuncisão e dos estritos hábitos alimentares tradicionais judaicos. Esta opção teve a princípio a oposição de outros líderes cristãos, mas, em conseqüência desta revolução, a adaptação do cristianismo pelos povos gentios tornou-se mais viável, ao passo que os Judeus mais conservadores, muitos deles vivendo na Europa, permaneceram fiéis à sua tradição, que não tem um móbil missionário.

SÉCULO II
POLICARPO DE ESMIRNA

23 de Fevereiro Policarpo de Esmirna (c. 70 — c. 160) foi um bispo de Esmirna (atualmente na Turquia) no segundo século. Morreu como um mártir, vítima da perseguição romana, aos 87 anos. É reconhecido como santo tanto pela Igreja Católica Apostólica Romana quanto pelas Igrejas Ortodoxas Orientais.O santo deste dia é um dos grandes Padres Apostólicos, ou seja, pertencia ao número daqueles que conviveram com os primeiros apóstolos e serviram de elo entre a Igreja primitiva e a Igreja do mundo greco-romano.São Policarpo foi ordenado bispo de Esmirna pelo próprio São João, o Evangelista. De caráter reto, de alto saber, amor a Igreja e fiel à ortodoxia da fé, era respeitado por todos no Oriente.Com a perseguição, o Santo bispo de 86 anos, escondeu-se até ser preso e assim foi levado para o governador, que pretendia convencê-lo de ofender a Cristo. Policarpo, porém, proferiu estas palavras: "Há oitenta e seis anos sirvo a Cristo e nenhum mal tenho recebido Dele. Como poderei rejeitar Aquele a quem prestei culto e reconheço o meu Salvador".Condenado no estádio da cidade, ele próprio subiu na fogueira e testemunhou para o povo: "Sede bendito para sempre, ó Senhor; que o Vosso nome adorável seja glorificado por todos os séculos". São Policarpo viveu o seu nome - poli=muitos, carpo=fruto - muitos frutos" que foram regados com suor, lágrimas e, no seu martírio nos anos 155, regado também com sangue.

SÉCULO III
CLEMENTE DE ALEXANDRIA

Tito Flávio Clemente, nome de Clemente de Alexandria (150 - 215), escritor grego, teólogo e mitógrafo cristão nascido em Atenas, pesquisador das lendas menos compatíveis com os valores cristãos, defensor da rebelião contra a opressão, que levou ao conceito de guerra justa, considerado o fundador da escola de teologia de Alexandria.Combateu também o racismo, que via como base moral da escravidão. De pais pagãos, convertido ao cristianismo por seu mestre patrístico Panteno (século II), abraçou a nova fé e sucedeu-lhe como líder espiritual da comunidade cristã de Alexandria, onde permaneceu durante vinte anos, tornando-se um dos mais inteligentes e ilustrados dos padres primitivos. Entre suas obras de ética, teologia e comentários bíblicos destaca-se a trilogia formada por Exortação, Pedagogo e Miscelâneas. Do período de formação da patrística e pré-nissênico com nomes da escola cristã de Alexandria, combateu os hereges gnósticos.

SÉCULO IV

Embora ele tenha sido instruído profundamente na filosofia neoplatônica, decidiu voltar-se ao cristianismo. Estabeleceu o programa educativo da escola catequética alexandrina, que séculos mais tarde serviria de base ao trivium e ao quadrivium, grupos de disciplinas que constituíam as artes liberais na Idade Média. Defendeu a teoria da causa justa para a rebelião contra o governante que escravizasse seu povo. Em O Discurso escreveu sobre a salvação dos ricos e sobre temas como o bem-estar, a felicidade e a caridade cristã. Durante a perseguição aos cristãos (201) pelo imperador romano Sétimo Severo transferiu seu cargo na escola catequética ao discípulo Orígenes e refugiou-se na Palestina, junto a Alexandre, bispo de Jerusalém, lá permanecendo até sua morte. Como se vê, Clemente de Alexandria teve um papel importantíssimo na história da interpretação biblica entre os judeus e os cristãos no período patrístico.Em Alexandria a religião judaica e a filosofia grega se encontraram e se influenciaram mutuamente criando a escola que influenciou a interpretação bíblica. Esta escola influenciada pela filosofia platônica, encontrou um método natural de harmonizar religião e filosofia na interpretação alegórica da Bíblia. Clemente de alexandria foi o primeiro a aplicar o método alegórico na interpretação do Antigo Testamento. A interpretação bíblica alégorica acreditava que era mais madura do que o interpretação no sentido literal.Datam do período helenístico as primeiras aproximações do budismo com o mundo ocidental. Mercadores indianos que viviam em Alexandria propagaram sua fé budista pela região. Clemente de Alexandria foi o primeiro autor ocidental a citar em suas obras o nome de Buda.Inspirados em Orígenes e na Escola de Alexandria, muitos escritores cristãos desenvolveram suas obras: Júlio Africano, Amônio, Dionísio de Alexandria, o Grande, Gregório, o Taumaturgo, Firmiliano, bispo de Cesareia, na Capadócia, Teognostos, Pedro de Alexandria, Pânfilo e Hesíquio Held.

SÉCULO IV
ATANÁSIO DE ALEXANDRIA

(295-373), considerado santo pela Igreja Ortodoxa e Católica (esta última reverencia-o também como um dos seus trinta e três Doutores da Igreja) e ainda um dos mais prolíficos Padres da Igreja Orientais.Foi um dos defensores do ascetismo cristão, tendo inaugurado o género literário da hagiografia, com a Vida de Santo Antão do Deserto, escrita primeiramente em grego e logo traduzida para latim, tendo-se difundido com grande rapidez pelo Ocidente do Império Romano. Este género baseava-se nas Vitæ de autores romanos pagãos (v. g., as Vidas dos Doze Césares, de Suetónio); porém, o que Atanásio procura fazer é tornar as Vitæ um modelo a ser seguido por todo o rebanho cristão, e é nesse sentido que é visto como criador do género; o que relata não tem que ser necessariamente verdadeiro, antes deve infundir no crente cristão a vontade de cultivar esse mesmo modelo de vida. Do ponto de vista doutrinal, foi perseguido e exilado devido às acesas discussões que manteve contra partidários do Arianismo; para além disso, defendeu a consubstanciação das três pessoas divinas na Santíssima Trindade, tal como definido pelo Concílio de Niceia, em 325, no Credo Niceno.

SÉCULO V
AURÉLIO AGOSTINHO

(Do latim, Aurelius Augustinus), Agostinho de Hipona ou Santo Agostinho foi um bispo católico, teólogo e filósofo que nasceu em 13 de Novembro de 354 em Tagaste (hoje Souk-Ahras, na Argélia); morreu em 28 de Agosto de 430, em Hipona (hoje Annaba, na Argélia). É considerado pelos católicos santo e doutor da doutrina da Igreja.Santo Agostinho cresceu no norte da África colonizado por Roma, educado em Cartago. Foi professor de retórica em Milão em 383. Seguiu o Maniqueísmo nos seus dias de estudante e se converteu ao cristianismo pela pregação de Ambrósio de Milão. Foi batizado na Páscoa de 387 e retornou ao norte da África, estabelecendo em Tagaste uma fundação monástica junto com alguns amigos. Em 391 foi ordenado sacerdote em Hipona. Tornou-se um pregador famoso (há mais de 350 sermões dele preservados, e crê-se que são autênticos) e notado pelo seu combate à heresia do Maniqueísmo. Defendeu também o uso de força contra os Donatistas, perguntando "Por que . . . a Igreja não deveria usar de força para compelir seus filhos perdidos a retornar, se os filhos perdidos compelem outros à sua própria destruição?" (A Correção dos Donatistas, 22-24)Em 396 foi nomeado bispo assistente de Hipona (com o direito de sucessão em caso de morte do bispo corrente), e permaneceu como bispo de Hipona até sua morte em 430. Deixou seu monastério, mas manteve vida monástica em sua residência episcopal. Deixou a Regula para seu monastério que o levou a ser designado o "santo Patrono do Clero Regular", que é uma paróquia de clérigos que vivem sob uma regra monástica.Agostinho morreu em 430 durante o cerco de Hipona pelos Vândalos. Diz-se que ele encorajou seus cidadãos a resistirem aos ataques, principalmente porque os Vândalos haviam aderido ao arianismo, que Agostinho considerava uma heresia.

SÉCULO IX
JOÃO ESCOTO ERÍGENA

(810, Irlanda - Paris, 877) [também conhecido como Escoto de Erigena, John Scotus Erigena ou Johannes Scotus Eriugena]. Filósofo, teólogo e tradutor escocês da corte de Carlos, o Calvo, nascido na Scotia (hoje Irlanda), expoente máximo do renascimento carolíngio, no século IX, que escolheu como tema principal de seus estudos as relações entre a filosofia grega e os princípios do cristianismo.Convidado pelo rei franco Carlos, o Calvo (845), viveu na corte onde ensinou gramática e dialética. Sua obra caracterizou-se por sua poderosa síntese filosófico-teológica e pela obscuridade estrutural. Seus principais livros foram De praedestnatione (851), obra condenada, em concílio, pelas autoridades eclesiásticas, e De divisione naturae (862-866), sua obra mais conhecida e também a mais importante, mostrava sua visão sobre a origem e a evolução da natureza, na tentativa de conciliar a doutrina neoplatônica da emanação com o dogma cristão da criação, também um livro posteriormente condenado. Também desenvolveu inúmeras traduções de textos de outros autores, principalmente atendendo pedidos do rei, Carlos. Suas traduções de Pseudo-Dionísio, o Areopagita, São Máximo, o Confessor e São Gregório de Nissa tornaram acessíveis aos pensadores ocidentais os escritos dos fundadores da teologia cristã.

SÉCULO XII
BERNARDO DE CLARAVAL

(O. Cist.), conhecido também como São Bernardo, era oriundo de uma família nobre de Fontaine-les-Dijon, perto de Dijon, na Borgonha, França. Nasceu em 1090 e morreu em Claraval em 20 de Agosto de 1153.Aos 22 anos foi estudar teologia no mosteiro de Cister (fr. Cîteaux). Em 1115 fundou a abadia de Claraval (fr. Clairvaux), sendo o seu primeiro abade. Naquela época enfrentou inúmeras oposições, apesar disto, acabou reunindo mais de 700 monges. Fundou 163 mosteiros em vários países da Europa.Durante sua vida monástica demonstrava grande fé em Deus serviu à igreja católica apoiando as autoridades eclesiásticas acima das pretensões dos monarcas. Em função disto favoreceu a criação de ordens militares e religiosas. Uma das mais famosas foi a ordem dos cavaleiros templários.Ao morrer o papa Honório II em 1130, Bernardo apoiou o papa Inocêncio II, que assim conseguiu se impor ao antipapa Anacleto II. Sempre influenciou os sucessivos pontífices com seu apoio. O rei Luís VII da França e o papa Eugénio III, em 1147, encomendaram a Bernardo a pregação da segunda cruzada. Porém, não aceitava as motivações políticas e econômicas subjacentes à iniciativa dos soberanos, mas mesmo assim apoiou.Durante toda sua vida monástica escreveu numerosos sermões e ensaios externando o seu espiritualismo contemplativo. Sua obra mais conhecida foi Adversus Abaelardum. Nela combateu as teorias do teólogo e filósofo Pedro Abelardo, por não aceitar as interpretações racionalistas que, segundo Bernardo, desvirtuavam a fé exigida pelos mistérios de Deus.Foi canonizado em 1174 pelo papa Alexandre III com o nome de São Bernardo. Em 1830 recebeu o título de doutor da Igreja Católica.

Um comentário:

Marcos disse...

Muito top o blog, conteudo bacana e abençoado, que Deus te abençoe nessa sua caminha de ideias ...
GRAÇA E PAZ.